A edição de 2026 da ABNT NBR 5419 substitui integralmente a versão de 2015. As mudanças mais relevantes estão na análise de risco, nos critérios de projeto e na proteção dos sistemas eletrônicos.
Por que a norma foi revisada
As edificações mudaram. A geração distribuída, com painéis solares em telhados e coberturas, e a digitalização da indústria aumentaram a quantidade de equipamentos eletrônicos sensíveis expostos aos efeitos das descargas atmosféricas. A revisão atualiza os critérios para essa nova realidade.
Estrutura da norma
A NBR 5419:2026 mantém a divisão em quatro partes:
- Parte 1 – Princípios gerais.
- Parte 2 – Gerenciamento de risco.
- Parte 3 – Danos físicos a estruturas e perigos à vida.
- Parte 4 – Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura.
As Partes 2 e 4 foram as que ficaram significativamente mais rigorosas: a análise de risco passou a exigir mais critério, e a proteção dos sistemas internos (incluindo a coordenação de DPS) ganhou peso no projeto.
Impacto para quem projeta e mantém instalações
- Projetos de SPDA elaborados pela versão de 2015 devem ser revistos à luz da nova análise de risco quando houver reforma, ampliação ou inspeção.
- Instalações com sistemas fotovoltaicos e equipamentos eletrônicos críticos passam a exigir atenção especial na Parte 4.
- A atualização é relevante para o atendimento à NR-10 e para o Prontuário das Instalações Elétricas (PIE), que deve conter a documentação do SPDA.
Os requisitos técnicos completos estão no texto oficial da norma, disponível na ABNT. Para avaliar se o SPDA da sua edificação atende à nova edição, solicite uma análise.